quinta-feira, 7 de junho de 2012

Uruguai: uma admirável surpresa

Viajar é trocar a roupa da alma.
Mario Quintana



Ahhh...como te extraño, Uruguay! s2

Ando sumida... queria postar mais vezes por aqui. Confesso que às vezes a preguiça e falta de tempo me consomem demais! Risos. Mas vamos ao que interessa nessa postagem. :p

Durante o mês de maio eu peguei 15 dias de férias no estágio. Sabendo desses dias preciosos, me programei final do ano passado para fazer uma nova viagem. Eu e uma amiga (que chamou também suas amigas) compramos passagens, meio por impulso, é claro. Tipo aquelas promoções que surgem e você tem que aproveitar, sabe? O destino? Uruguai! Mas, Uruguai?  Como assim? 

Pensando em aproveitar a viagem, pesquisei mais sobre o país. A passagem era Rio – Montevideo. Lendo sobre Montevideo, percebi que era uma cidade mais histórica, bem pacata, sem muita agitação. Pensamos que passar nove dias em Montevideo não seria muito interessante por não ter muito que fazer.  Então nós compramos passagens para passar uns dias em Buenos Aires e curtir a noite porteña. 


Como já tinha ido a Buenos Aires outras vezes, conhecia boa parte dos pontos turísticos. Mas como a cidade é incrível, não me importei de ficar alguns dias por lá. Fui a alguns lugares dos quais ainda não tinha ido, fui ao Pub Crawl (que queria ir da outra vez e não consegui), comi em alguns lugares diferentes e fui ao Bioparque Temaikèn – que é simplesmente lindo. Então, todas as vezes que fui a Buenos Aires fiz atividades completamente diferentes das outras. Assim que é o bom. ;)



Saímos numa terça do Rio, fizemos uma escala em Montevideo e chegamos a Buenos Aires na noite de terça. Ficamos lá até sábado, no qual pegamos um avião até Montevideo novamente.


Quando saímos de Buenos Aires foi uma despedida, um check-out, um até logo. Despedidas são sempre carregadas de sentimentos...é uma saudade e um pensamento de “Será que aproveitamos tudo o que poderíamos aproveitar?”. Entretanto, quando você se despede de um país e vai diretamente a outro, é diferente. É como se fosse, e é de fato, uma nova viagem, um novo check-in, a certeza de que virão novas experiências, novas culturas, novas pessoas e lugares para conhecer. É um renovar. ;)
Assim que desembarcamos no Aeroporto de Carrasco e pegamos uma van para o centro de Montevideo (o aeroporto fica a uns 30 minutos do centro) percebemos a diferença entre as duas cidades, Buenos e Montevideo. Quando você sai de Buenos Aires, uma cidade extremamente movimentada e noturna e vai para Montevideo...que diferença! Como estranhamos de início. Me perguntei: O que eu irei fazer nessa cidade? Além dessa impressão, o hostel que ficamos, Hostel Unplugged Centro, ficava numa parte da cidade bem residencial, sem muito que fazer por lá.





A primeira impressão sobre Montevideo não foi muito legal, confesso. Hahaha Mas depois, a cidade foi me conquistando. Um dos principais motivos foram as pessoas que eu conhecia no caminho. A começar pelo staff do hostel que eram uns fofos, atenciosos e que adoravam falar com as “brasileñas” tagarelas, que eram nós. Era incrível que todas as pessoas do país que falavam com a gente, nos tratavam super bem. Desde o trocador de ônibus até as que estavam nos pontos turísticos e perguntavam se nós não queríamos uma foto todas juntas. Prontamente pegavam nossas câmeras e começavam a “tomar fotos”, e ainda diziam “una pose más.”. rsrs Todos, sem exceções, foram super educados e atenciosos. Incrível de verdade! Isso, sem dúvidas, me cativou muito.


A gente sempre deve sair à rua como quem foge de casa,
Como se estivessem abertos diante de nós todos os caminhos do mundo.
Não importa que os compromissos, as obrigações, estejam ali...
Chegamos de muito longe, de alma aberta e o coração cantando!
Mario Quintana
Para aqueles que, assim como eu, não pensavam conhecer o Uruguai, se arrisquem nessa! Aproveitem essas promoções que está rolando em algumas companhias aéreas e se jogam nos chivitos (“podrão” tradicional do país) e Patrícias (cerveja super conhecida). Haha


Ficamos 4 dias no Uruguai e, garanto, para mim não foi suficiente. Ficava mais uns dias fácil, fácil! Não consegui conhecer tudo o que eu queria, infelizmente. Além disso, Montevideo fica super colado a duas cidades igualmente incríveis e completamente diferentes uma da outra: Colonia Del Sacramento e Punta Del Este. A primeira é uma cidade histórica e a segunda é  ponto certo dos famosos no verão, com praias lindas e casas luxuosas!

A distancia de Montevideo a Colonia  é de aproximadamente 3h e de Montevideo a Punta,  aproximadamente 2h30. Pode parece muito tempo, mas fiquem tranquilos que não é. rsrs. Pegamos um ônibus, por sinal muito confortável e pontual, no Terminal Tres Cruces, que ficava pertinho do nosso Hostel (Ponto positivo para o Unplugged Centro).

 A passagem saiu em torno de 40 reais ida e volta, tanto para Colonia quanto para Punta. 

Para Colonia Del Sacramento um dia pode ser suficiente para conhecê-la. É um típico cenário de filme! Super romântica, histórica, encantadora.. ahhh, amei Colonia! O tempo nublado e meio chuvoso que pegamos no dia só fez dar um toque especial ao lugar! :) 



 Já Punta Del Este, vale a pena passar uma noite por lá e conhecer cidades mais próximas. Fiquei pouco tempo em Punta...queria ter aproveitado mais. Mas, o pouco tempo que fiquei por lá, foi sem igual. A Casapueblo é linda e tem uma das vistas mais fofas que já vi. Vale a pena ir lá e assistir o por do sol super exaltado pelo artista que criou a casa. A casa é também um museu e no por do sol eles colocam o poema lido pelo artista para tocar. Uma pena não ter podido ver e sentir essa emoção. :/


  Da Casapueblo fomos ao porto de Punta e vimos uma das atrações principais, um leão marinho gordinho que só ele!!! :D



Simplesmente não acreditei quando vi aquele bichinho gigante subindo a rampa do porto na minha frente! hahaha Ele coçava a barriguinha e fazia vários barulhos engraçados. Alguém ai estava com medo? HAHAHA mas é óbvio!!! Ainda bem que ele ficou dócil. hahaha

Para finalizar essa postagem, com a certeza de que não contei tudo quanto queria visto que é impossível resumir uma viagem incrível em apenas alguns parágrafos, digo a vocês que ainda estão em dúvidas de ir ou não ao Uruguai, vããooo meu povo! É um país tão pertinho do Brasil e tão encantador que estou até pensando em voltar algum dia. rsrs ;) As pessoas super educadas, as partes da cidade que misturam o antigo com o moderno, belas praias de Punta Del Este e o ar bucólico de Colonia Del Sacramento... todos esses detalhes fizeram a diferença e tornaram essa viagem inesquecível. Uruguai, como amei a sua gente, sua cultura, suas cidades. Saudades! ;)







terça-feira, 24 de abril de 2012

Felicidade Compartilhada


E de repente o peito ficou tão apertado que mal podia respirar. O coração tinha batidas mais intensas. Lágrimas ameaçaram rolar pela face. Não, a menina não estava doente. Eram saudades mesmo. Saudades de algo que ela não teve. E, de verdade, sabia com toda certeza que nunca haveria de ter. Fazia de tudo para não cair num choro profundo, para não sentir piedade de si mesma, para acreditar ou, ao menos, se agarrar em alguma evidência surgida de sua imaginação.

 Ela queria que aquela história, imaginada todas as vezes quando sozinha em seus pensamentos, se materializasse de alguma forma, ou de outra..tanto faz. Ela nem fazia  questão de ser ao pé da letra. Bastava que ela fosse a personagem principal.
Sem devaneios. Sem ter que fechar os olhos para ver as ações, os abraços, os beijos, os carinhos. Clara queria ter aquela história para ela, em realidade, sem imaginações, sem ter que sentir uma dor no peito todas as vezes que abrir os olhos e ver que não há nada além dela mesma.

Agora ela quer se preencher de bochechas grudadas, dedos mindinhos juntinhos, descuidado encontro de joelhos. Clara quer morar no abraço, mãos entrelaçadas à cintura e olhos que se cruzam em intensidade. Ela quer uma felicidade. Felicidade, essa, compartilhada.


quarta-feira, 11 de abril de 2012

Pelo mundo – Buenos Aires: dicas e pitacos para quem pensa em visitar


 A encantadora capital portenha

No ano de 2011 fui duas vezes à Argentina. A primeira foi em julho com duas amigas e a segunda vez foi em dezembro em minha primeira viagem “sozinha”.

Decidi fazer esse post para contar um pouco da minha experiência com a viagem a Argentina e dar algumas dicas legais àqueles que pretendem passar as férias por lá. Para tanto, irei dividir os posts para não ficar com textos gigantes. Pretendo postar algumas fotos também para vocês acompanhar. Como alguns já sabem, sou apaixonada por fotografia e as viagens sempre me rendem muitas fotos. ♥

De início, minha ideia era fazer um diário de bordo durante a viagem de julho, mas acabei abandonando o blog e nem postei meus roteiros. Então, com esses posts, irei juntar tudo: meu roteiro de viagem + dicas + pitacos. Rs

Buenos Aires foi minha primeira viagem internacional e, sem dúvidas, eu não poderia ter escolhido uma cidade melhor para inaugurar a minha paixão de viajar pelo mundo (tema dessa série de posts). 

Quando fui a primeira vez fiquei simplesmente encantada com a cidade, com as pessoas, com o frio gostoso e os lugares que conheci. É praticamente impossível visitar Buenos Aires e não querer voltar e explorar mais a cidade. Buenos Aires é um lugar viciante e muitas pessoas não entendem esse meu carinho especial pela cidade. Só entende mesmo quem já foi e a conheceu. ♥ ;) Não é a toa que voltarei novamente a BsAs em maio...mas isso é uma história para ser contada em um próximo post.


1. AEROPORTOS

Bom, Buenos Aires tem duas opções de aeroporto: Ezeiza e Aeroparque. Em julho cheguei  pelo Aaeroparque, localizado no centro da capital. Em média, ele fica a uns 15 minutos do Centro, dependendo do trânsito. Os táxis estavam cobrando entre 50 pesos a 70 pesos. Se você quiser pegar um remis (táxis particulares) cobrarão em torno de 70 pesos. Já os taxistas (estes você tem que ter muito cuidado) vão variar os preços, mas se quiserem cobrar um preço tabelado mais de 50 pesos, desconfie. Se rodar no taxímetro, sai muito barato...não passa de 30 pesos, porém o taxista pode pegar aquele caminho mais demorado e enrolar você. Portanto, às vezes, pode valer a pena pegar um preço fechado e ter a certeza do quanto você irá pagar.

Já pelo Ezeiza, fiquei realmente assustada de chegar por lá, pois vi muitas pessoas comentando o fato dele ficar muito distante do Centro de Buenos Aires. Realmente fica, porém, não é tão complicado assim de chegar. 

Para chegar ao centro pegando um remis, pode ter certeza de que não pagará menos de 180 pesos, e de táxi, uns 150 pesos se for tabelado.  O remis pode valer a pena se você estiver com mais amigos e dividir o preço final. Eles são mais confiáveis. Porém, há uma empresa de ônibus tipo executivo que faz o trajeto Aeroporto – Terminal Madero a um preço bem mais acessível. De início fiquei super receosa de pegar esse ônibus, mas posso garantir que não poderia ter feito opção melhor. A viagem do aeroporto até o Terminal, localizado em Puerto Madero, custou cerca de 60 pesos e o tempo de viagem foi em torno de 50 minutos/1 hora. Chegando ao Terminal Madero paguei mais 5 pesos para que o serviço de transfer deles me levasse até o meu destino final, que era a Calle Florida. A companhia de ônibus era a Manuel Tienda León. Você pode fazer a reserva e compra do bilhete online pelo site. Vale muito a pena!


 2. TEMPERATURAS


Em julho, eu e minhas amigas pegamos o inverno e nesta época do ano as temperaturas ficam baixíssimas. Ok, para mim, uma pseudo-carioca, era frio #pracaray. Aqui no Rio estamos acostumados a ter um frio de 15º no inverno. Na Argentina, 15º, às vezes, é a temperatura máxima do dia. Pegamos temperaturas de 7º com aquela sensação de 4º. Risos.

Já em dezembro, é quase como um clima de verão no Rio de Janeiro. Óbvio que em nenhum dia peguei um calor de 40º, mas as temperaturas chegaram a uns 32º, 33º, no máximo 34º. Mas era um calor agradável, daqueles que quando o sol bate na pele não queima, dá uma sensação gostosa de acolhimento. ;))

Se alguém me perguntar se eu preferi ir no inverno ou no verão, realmente ficarei em dúvidas na resposta. Cada estação tem seu charme. Porém, devo confessar que no verão é muito mais prático você se arrumar para sair, pois você não precisará usar camadas e mais camadas de casaquinhos, meias, luvas... rss




sábado, 17 de março de 2012

Falsos sorrisos


Infelizmente só percebemos a hostilidade das pessoas tarde demais, quando já estamos envolvidos demais. A dificuldade, neste caso, está em acreditar que aquela pessoa que passa boa parte do tempo ao seu lado age de forma hipócrita e busca em cada detalhe da sua vida, em cada frase sua dita, uma forma de julgá-lo, de ir contra as suas ideias pelo simples fato de querer contestar, pelo simples fato de tentar deixá-lo triste. 


Procuro entender o motivo que leva as pessoas a agirem assim. A sempre julgar, mesmo que de forma a parecer irônica ou engraçada, a fuçar a vida alheia apenas para achar motivos para falar mal. Atitudes assim tornam vocês mais felizes ou superiores?  Vocês realmente acreditam que as palavras ácidas tornam vocês pessoas melhores? Por que julgar tanto aqueles que felizmente não são iguais a vocês?


Posso ser muitas vezes idiota demais, boba demais e inocente demais por continuar falando com algumas pessoas, por continuar acreditando nas palavras de outras e por me calar outras tantas vezes para evitar conflitos, para me manter ausente de brigas tolas. Porém, sinceramente, não consigo ser como vocês e, de verdade, nunca quero ser uma pessoa assim, que prefere falar dos outros ao invés de pensar em sua própria vida e no que está fazendo para vivê-la.


Tudo o que estou descobrindo, as verdades que estão vindo à tona, tudo, tudo isso me ajudará (e eu vou aprender) a ver as pessoas além de somente as aparências e sorrisinhos falsos. 

Pensar:


"Assim como lavamos o corpo deveríamos lavar o destino, mudar de vida como mudamos de roupa - não para salvar a vida, como comemos e dormimos, mas por aquele respeito alheio por nós mesmos, a que propriamente chamamos asseio (...)"

"Os sentimentos que mais doem, as emoções que mais pungem, são os que são impossíveis, a saudade do que nunca houve, o desejo do que poderia ter sido, a mágoa de não ser outro, a insatisfação da existência do mundo. Todos estes meios tons da consciência da alma criam em nós uma paisagem dolorida, em eterno sol-pôr do que somos...Há mágoas íntimas que não sabemos distinguir, por o que contêm de sutil e de infiltrado, se são da alma ou do corpo..."

 F. Pessoa 

sábado, 25 de fevereiro de 2012

O passado

Hoje, revirando algumas anotações antigas, encontrei uma agenda datada em 2009. Parei para ler alguns textos e me dei conta do quanto eu mudei e do quanto eu achava que alguns problemas eram motivos para o fim do mundo. Aprendi, ao menos, que o tempo fez milagres.. me fez refletir para o que vale a pena se importar ou não.


A inútil persistência
Desde estes últimos dias, tenho todas as noites dormido com uma angústia no peito. Uma certa sensação de vazio. Eu sabia desde o início que não teria mais que isso, eu sei. Porém ainda existia esperança que com meu jeito e minhas atitudes resultassem em algo que eu realmente queria e acreditava (ou nem tanto) ser possível. Não entendo os motivos para minha persistência. Talvez seja apenas mais um capricho. Disseste uma vez: “É racional querer se fazer bem”. Será que isso causa o meu bem? Acho que não estou feliz da forma que imaginava. Mudaste minha rotina, meu pensamento, minhas ações, minhas palavras... minha vida.Escrevo, talvez, para tentar amenizar a dor de sentir. Meus sentimentos têm vida própria e têm o incrível poder de se transformar em atitudes nem sempre racionais. Não quero ser só mais uma a passar... Em 05 de setembro de 2009

As estrelas..onde estarão?
O tempo passa e parece que nada muda e caso mude, é invisível aos olhos. Sinto-me mais forte para continuar com esta ideia. Ontem vi que há uma sementinha existente e que por mais que eu queira plantá-la e cultivá-la, talvez meus cuidados não sejam o suficiente. É uma semente difícil de trazer flores ou fruto e que precisa de tanto conhecimento para cultivá-la que chega a cansar quem tenta. O Sol não ajuda. Muitas vezes se esconde, omite sua luz. Às vezes fica radiante, mas só às vezes. Pode ser que ele sempre apareça mas as nuvens o impede de ser visto por todos. E as pessoas que estão diante dele, ainda sofrem com sua radiação, mesmo que não o vendo ou sentindo. Quando enfim anoitecerá para poder contemplar as estrelas? Em 28 de outubro de 2009.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Perguntas ou respostas?


Sim, não, talvez, depende... Já pararam para pensar o peso que tem essas palavras? Aliás, o peso de todas as palavras que, dependendo do momento, do lugar, da forma que são ditas, podem mudar os sentimentos em um segundo. 

Uma vez me disseram que raras são as vezes que respondo as perguntas com palavras diretas, sem rodeios, que demonstram realmente o que eu quero. Pensei que fosse algo típico de mulher. Ou pelo menos daquelas que realmente não têm certeza do que querem ou têm medo de serem julgadas ou analisadas. 


Porém, em outro momento, durante um treinamento no estágio, uma especialista em comunicação empresarial disse que não podemos nos prender somente ao “sim” ou “não”, ao “quero” ou “não quero”, ao “gosto” ou “não gosto”. Temos que ter tanta certeza sempre? 


As respostas sempre dependem daquilo que se passa dentro de nós, daquilo que estamos sentindo no momento. Portanto, se prender a um talvez ou depende pode ser melhor do que termos uma “irreal certeza”. Você gosta disso? Depende. Pode ser que hoje sim, mas amanhã... talvez não.

O importante pode não ser as respostas diretas e objetivas que damos, mas sim as perguntas que permitimos fazer a nós mesmos e os diversos caminhos que nossos questionamentos, ao respondê-las, podem nos levar. 


Estou num momento de captar tudo o que chegar até mim. Parece que estou sobrecarregada de energias positivas e negativas. Parece ser tão difícil estar neutra, desconectada do mundo de alguma forma, isenta de qualquer tipo de sentimento que possa me deixar triste.

Acho que preciso ocupar meu tempo com momentos mais agradáveis e que me deixem mais feliz que triste. Momentos mais descontraídos. U
ltimamente, pareço estar presa a algo que anda me sufocando. Pensar que para viver é necessário dividir seu tempo em mais obrigações que lazer me dá certa angústia, confesso. Às vezes, o que eu mais quero é fazer as malas e sair por ai, fotografando tudo o que estiver ao meu redor, guardando cada momento. 

Queria por um tempo me libertar das obrigações, sentir que amanhã eu farei somente aquilo que eu quiser, somente aquilo que me deixar feliz.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Precisa-se de ar

É difícil prever tudo aquilo que pode acontecer em nossas vidas. Infelizmente não temos controle do tempo, nem das pessoas, embora tentemos dominá-los, até mesmo em pensamentos.

E as despedidas? Algo que também não podemos impedir de acontecer...
Em qualquer tipo de situação é difícil dizer adeus. É difícil ter que terminar ciclos e se arriscar com o novo, mesmo que necessário.

E quando despedidas deixam responsabilidades e te dão um frio na barriga...? Nessas horas me pergunto onde estou. O que terei que fazer? Será que dou conta? Será que sou capaz?
Preciso respirar. 

E nesta hora você percebe que tudo se conecta e só mesmo o tempo que responderá todas essas perguntas.

E você nunca poderá controlá-lo, apressá-lo, pará-lo..
A vida continua. 
E todos também.

Pensar:

Depois de todos nós vem o dilúvio, mas é só depois de todos nós. Melhores, e mais felizes, os que, reconhecendo a ficção de tudo, fazem romance antes que lhes seja feito, e, como Maquiavel, vestem os trajes da corte para escrever bem em segredo. F. Pessoa

domingo, 8 de janeiro de 2012

Quem tem um sonho não dança ♪



E ai, qual é a nova desculpa? Falta tempo, falta companhia, falta dinheiro?
Não pense muito. Saiba que todas essas desculpas você um dia já deu.
A falta de tempo não é desculpa para não encontrar aquela pessoa que ama, que admira, um amigo, talvez. E falta de companhia não o impede jamais de fazer aquela viagem que tanto sonha. E indo sozinha ou sozinho, você estará sempre mais disposto a fazer novas amizades, a conhecer melhor a si mesmo e não terá receios, nem desânimo para fazer o que quer. E dinheiro, bom, o dinheiro, meu amigo, você economiza. Nem que para isso você precise abrir mão de algumas saídas, algumas baladas, algumas peças de roupas.

Mas para seus sonhos, não precisa limites. Não será a falta de tempo, de companhia ou dinheiro que irá impedi-lo de correr atrás. ;)

Hoje acordei meio assim, sem inspiração. Textos mal formulados, sem tanto o que dizer. Pode ser que tenha muito a dizer, mas acredito que os pensamentos não se encontraram a ponto de sair deles palavras. Ultimamente tenho pensando muito em meus sonhos e minhas metas. Teimo expor ao mundo, pois sei bem que o que não falta são pessoas para desejarem o contrário, infelizmente. Portanto, por enquanto, os guardarei somente para mim. Mas, adianto, são tantos...
Por mais incrível que possa parecer, a parte mais difícil no momento atual da minha vida é pensar no meu presente. É pensar que tenho ainda uma faculdade, um estágio para focar minha atenção. E sei a sua importância. ;)
Termino o post pensando no hoje e o que eu quero para mim daqui a alguns anos.. ;)
Eu quero sempre mais...eu espero sempre mais... ♪

Pensar:

“Dói-me qualquer sentimento que desconheço; falta-me qualquer argumento não sei sobre quê; não tenho vontade nos nervos. Estou triste abaixo da consciência. E escrevo estas linhas, realmente mal-notadas, não para dizer isto, nem para dizer qualquer coisa, mas para dar um trabalho à minha desatenção”.

“Assim organizar a nossa vida que ela seja para os outros um mistério, que quem melhor nos conheça, apenas nos desconheça de mais perto que os outros”. 
Fernando Pessoa ;) 

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

20 + 1 verões



Hoje lendo a descrição do meu perfil, me dei conta de que não são mais 20 verões. Mas sim, 20 + 1. No dia 28 de dezembro completei mais um verão vivido. Posso dizer que foi o aniversário mais tranquilo (e só) que já tive. Mas longe de ser chato e tenebroso. Foi um momento apenas meu. 

Estive de viagem novamente a Buenos Aires durante os dias 21 a 28 de dezembro. Atrevo-me a dizer que foi uma viagem para se guardar eternamente na memória e esse post terá a difícil missão de falar sobre mais um ano de vida e uma inesquecível viagem. Pode ser que eu fique horas falando sobre, mas nenhum tempo é suficiente para retratar tudo o que eu realmente senti. 

   

Final de ano para mim é uma época carregada de sentimentos e reflexões. Vem final de ciclos, Natal, meu aniversário e Ano Novo. Não há necessidade em dizer que é a época que eu fico mais emotiva e blá. Hoje com 21 anos posso dizer que já senti desde o amor eterno ao ódio profundo, passando por vários sentimentos sem certa definição. 


Os dias que fiquei na Argentina me fizeram perceber apenas o quanto eu posso e sou capaz de fazer aquilo que eu quero, sem depender da opinião dos outros, sem ter medo de fazer aquilo que eu acho certo em fazer. Lá era eu e mais ninguém. E estando longe do Brasil, não significou estar longe de brasileiros, pois lá foi o que eu mais encontrei e, sem dúvidas, são pessoas que sempre lembrarei! 



Em 21 anos de vida eu (ainda) não consegui fazer tudo o que eu planejo. Mas já tive bons momentos e não foram poucos. Acho que agora, depois desta viagem, eu vejo que não preciso me prender as pessoas que me cercam para fazer o que eu gosto. Não acho que seja egoísmo da minha parte, mas percebi que às vezes não vale a pena abrir mão daquilo que você quer pelo fato de outras pessoas falarem “não” para isso ou aquilo. 





Em alguns momentos sinto-me sozinha no meio do caminho e quando olho ao meu redor não vejo ninguém para dizer qual o melhor caminho a seguir ou apenas para me dar as mãos e me fazer companhia. Sinto que faltam amigos verdadeiros. Mas não “meio amigo”, amigo por inteiro. Sinto falta de pessoas que me façam mais feliz! Porém, penso, "hey Jess, você tem a você mesmo". Frase mais clichê de todas, eu sei, porém é verdade. Eu sou autora da minha história, eu a escrevo, eu tenho o poder de fazer um enredo feliz para mim. Eu tenho esse direito! É verdade que em determinados momentos é triste viver apenas do “eu” e nada mais, porém esperar pelo “vocês” é sempre mais complicado.  A melhor parte de viajar é você viver novas experiências, fazer novas amizades e ter contato com o resto do mundo. A pior parte, às vezes, é voltar para a sua realidade. É perceber que a sua vida não pode ser resumir apenas a viajar, viajar e viajar. Bom, pelo menos no meu caso, tenho obrigações, não nasci em berço de ouro. Rs


Vendo as fotos, me dá uma saudade que dói no peito e perceber que eu já estou com 21 anos e ainda quero fazer diversas coisas, me tirar o ar. Não quero ver o tempo passar e não fazer nada! Calma, Jessica. Respira. 1, 2, 3...Pronto.




domingo, 1 de janeiro de 2012

2012... vem com tudo (de bom) !


E quem vai estar ao seu lado até o fim da caminhada? ;)
Caminhos se cruzam, se distanciam e se separam o tempo todo. Talvez não possamos saber nunca. Mas no momento, olhe para o lado e veja quem te acompanha. Valorize esta pessoa. Se estiver sozinho, mude o rumo, respire outros ares. 
Não há nenhum caminho que não possamos percorrer. Acredite! ;)


Pensar:



Não precisa  
fazer lista de boas intenções 
para arquivá-las na gaveta. 
Não precisa chorar arrependido 
pelas besteiras consumidas 
nem parvamente acreditar 
que por decreto de esperança 
a partir de janeiro as coisas mudem 
e seja tudo claridade, recompensa, 
justiça entre os homens e as nações, 
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, 
direitos respeitados, começando 
pelo direito augusto de viver. 

Para ganhar um Ano Novo 
que mereça este nome, 
você, meu caro, tem de merecê-lo, 
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, 
mas tente, experimente, consciente. 
É dentro de você que o Ano Novo 
cochila e espera desde sempre.

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