quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Curiosamente

Ao folhear um livro numa dessas bibliotecas a céu aberto, Clara encontrou dentro de um deles um papel amassado, um pouco rasgado, mas que ainda dava para ler bem a letra cursiva escrita em tinta vermelha. Não estava datado, tão pouco assinado, mas estava claro que quem o escreveu, não queria que ninguém mais lesse.

Em caligrafia delicada, tais palavras manchavam de vermelho o papel:


"Curiosamente ainda espero você me enviar uma mensagem para dizer que andou pensando em mim, que sentiu saudades, que gostaria de me encontrar. Curiosamente ainda espero  você me dizer que gostou daquela noite, que se pudesse repetiria muitas outras vezes. Como espero que num desses encontros casuais me roube um beijo travesso, do jeito que sabe fazer, com mãos ao redor da cintura, um sorriso escondido, um carinho na nuca. Curiosamente espero, sem nenhuma pretensão, sem nenhuma esperança de que esses desejos sejam seus também, além de somente meus".


terça-feira, 31 de dezembro de 2013

2013, adeus!



É que eu precisava falar de você, 2013, que me trouxe um mix de emoções em pequenas distâncias de tempo. Você que me fez sorrir e chorar algumas vezes como uma maior (abandonada). Dramas à parte, devo dizer que este ano não foi o melhor ano da minha vida. Acho que não superou 2012 até o momento, mas espero (meeeesmo) que 2014 aceite a disputa e largue em disparada para ser o ano mais incrível de todos os tempos.


Acredito que 2013 foi um ano divisor de águas (leia-se fases). Tive que voltar para a realidade depois do intercâmbio e aceitar novamente uma rotina que às vezes não é a que eu espero para mim. Desde fevereiro eu pude testar meus limites (principalmente a paciência) de se viver em um ambiente tão louco quanto o meu. Sei que soa dramático isso, mas de vez em quando eu me pergunto: o que é que eu estou fazendo aqui?


O Rio de Janeiro vem se tornando um lugar impossível de se viver, ao menos para mim que não mora em algum dos bairros mais “favorecidos”. No meu caso, vivo num Rio de Janeiro às vezes nada “maravilhoso”, com custo de vida alto e péssima qualidade de vida para muitos. As horas perdidas no transito vem crescendo gradativamente. O tempo em casa reduzindo drásticamente. E as horas de sono? Meu amigo, isso vira momentos de luxo.


Enfim, voltando ao ponto que eu tinha parado. O que é que eu estou fazendo aqui? De vez em quando me faço essa pergunta. Há momentos em que me pergunto se a vida que eu tenho hoje é aquela que eu planejava a alguns anos atrás. Se alguns anos atrás eu era tão feliz ou triste quanto hoje, eu não sei. "Depende do ponto de referência".


Só penso que ainda há tantos planos para cumprir que só fico com medo de não ter tempo para isso. Como pode? Como colocar prioridades? Como? Como? Como?
Se eu pudesse, pediria que dias felizes durassem mais de 24 horas.


Geralmente final/inicio de ano são preenchidos por lista. Listas de desejos para o próximo ano, lista do que não fazer no próximo ano, lista do que comprar no próximo ano e por ai vai…. Hoje eu também poderia fazer zilhões de listas, mas para o próximo ano eu desejo apenas tranquilidade, e saúde, é claro. Tranquilidade para conseguir pensar bem e tomar as melhores decisões. Tranquilidade em momentos de caos. 2013, eu gostei de você, de verdade, não se sinta odiado. Agradeço a você por aqueles momentos lindos que dividi com pessoas que amo, pelas risadas infinitas que aos poucos ia preenchendo o corpo até doer a barriga, pela força que eu busquei e tive resposta nos momentos de caos. Se não por isso, eu pirava, com certeza.


E para você, 2014, vem que estou de braços e coração aberto para recebê-lo. Venha com ótimas notícias e novidades e pessoas e momentos incríveis. ;)


terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Silêncios...

Estava sozinha, sentada num banco da praça. Eram 19h, numa sexta-feira. Todos saiam do trabalho e iam encontrar seus familiares, amigos, namorados, futuros maridos. Cada qual com um destino, com um plano para a noite. Ela, porém, não o tinha. Sem planos para aquela noite. Sem nenhuma ideia do que faria. Sentada naquele banco ela se propôs uma experiência e observou a todos que passavam ao seu lado, os que andavam a passos largos, lentos, os que paravam para cumprimentar alguém que não o via há tempos. Há aqueles mais curiosos que também estão sentados em outros bancos ou parados em pontos estratégicos. Quem espera? Para onde vão? Olhavam o relógio, mexiam nos celulares, uns já impacientes. Por certo esperavam alguém. Ela não. 

domingo, 8 de setembro de 2013

E quando crescer...?

"Con los ojos cerrados y los sueños despiertos"


Outro dia escutei um adulto perguntando aquela clássica pergunta a uma criança: O que você quer ser quando crescer? Fiquei alguns minutos observando e pensei das vezes que eu era a menina que respondia a pergunta. 

O que eu quero ser quando crescer? Nesta hora me dei conta de que o “quando crescer” é de fato o hoje, o agora, esse instante. Não posso mais pensar nisso como um tempo futuro. Isso de alguma maneira me rouba atenção.

Esses dias eu pensei muito em como me vejo daqui a alguns anos e fico pensando que quando tinha a idade daquela menininha isso não me amedrontava. Do contrário, eu fazia os sonhos, enumerava os desejos e aguardava o momento em que todos eles se realizariam. Desde então, muitas coisas mudaram, mas os desejos ainda estão ai, uns já realizados e outros só esperando a sua vez chegar.

Quando foi a hora que eu parei de sonhar e de fazer planos futuros e passei a pensá-los em tempo presente? Aos 15? Aos 18? Aos 20? Não sei o momento, mas foi gradativamente até chegar o ponto em que eu me vi como adulta, embora não me sentisse como tal. Eu gostava de ser criança, de ver filmes adolescentes e me apaixonar por aquelas musiquinhas chicletes de seriados.

O passar dos dígitos da idade não significa que você não possa gostar de ver filmes adolescentes ou ouvir músicas chicletes... é outra coisa. É perceber que você está “construindo” dia a dia um futuro com mais responsabilidades que brincadeiras, onde as essas viram coisas de “gente grande”. 

Tenho “apenas” 22 anos, mas é a fugacidade do tempo que me assusta. Ontem tinha 15 anos, assistia Rebelde e queria pintar o cabelo de vermelho ou roxo. Hoje eu estou tentando ver Rebelde novamente, mas nunca chego do estágio antes das 21h, sei que jamais pintaria meu cabelo de vermelho ou roxo e estou perto de terminar a faculdade. Tudo o que separa essas duas idades são 7 anos, mas dentro deles muitas mudanças (e uma tatuagem que traduz esse post).


"Dale vida a los sueños que alimentan el alma,
no los confundas nunca con realidades vanas.
Y aunque tu mente sienta necesidad, humana,
de conseguir las metas y de escalar montañas,
nunca rompas tus sueños, porque matas el alma.

Dale vida a tus sueños aunque te llamen loco,
no los dejes que mueran de hastío, poco a poco,
no les rompas las alas, que son de fantasía,
y déjalos que vuelen contigo en compañía.

Dale vida a tus sueños y, con ellos volando,
tocarás las estrellas y el viento, susurrando,
te contará secretos que para ti ha guardado
y sentirás el cuerpo con caricias, bañado,
del alma que despierta para estar a tu lado.

Dale vida a los sueños que tienes escondidos,
descubrirás que puedes vivir estos momentos
con los ojos abiertos y los miedos dormidos,
con los ojos cerrados y los sueños despiertos." - Mario Benedetti.  

sábado, 17 de agosto de 2013

E um ano depois..



“17 de agosto”. Hoje exato um ano que embarquei num avião rumo a uma viagem surpreendente que durou alguns meses. É de certa forma estranho falar sobre isso, pois parece ter sido ontem e não um ano atrás. As lembranças seguem vivas aqui ao mesmo tempo que meu coração sente uma saudade que dói. Estou fazendo drama (como sempre), mas se não houvesse drama não seria um texto meu. :p

Há um ano eu embarquei num avião sozinha, levando a ansiedade na bagagem e deixando uma vida aqui no Rio estacionada durante uns meses. Antes de ir nessa louca (e sensacional) aventura tive que fazer escolhas, abandonar um estágio, deixar um semestre de faculdade pra trás... mas senti que aquele era o momento para isso. Aquele era o momento para eu me arriscar a trilhar meu caminho sozinha e descobrir com meus próprios passos qual seria a melhor direção a seguir. Ali era eu e meus sonhos, minha curiosidade, minha sede por conhecer outras culturas e pessoas e momentos e lugares e outras vidas. Depois do intercâmbio, sinto que a vontade de conhecer o "desconhecido" apenas aumentou. Podemos dizer que foi criado um vício (gostoso) de querer viajar e conhecer novas cidades, novos países... às vezes sinto que a vida não tem sentido se você resume ela a apenas uma perspectiva, ao analisar somente sobre a visão de sua cultura, sobre os filtros que você coloca em sua “observação” do outro sem nem ao menos perceber. Acho que a minha viagem é isso, buscar entender o por quê da minha própria existência. Aprender mais sobre eu mesma e entender os meus limites. Ver que a vida é muito mais que a rotina de pegar metrô lotado para ir da casa a faculdade. O conhecimento, as experiências são outras tão mais ricas, meu amigo.

O que seria de mim hoje se eu não tivesse a coragem de “estacionar” uma vida aqui e ir viver uma outra, com tantas novidades? Infelizmente nunca poderei saber. Mas hoje, um ano depois, a minha única certeza é que essa experiência é algo que levarei para toda vida e além dela. ;)

Como eu poderia ficar sem conhecer as pessoas incríveis que passaram por mim? Os momentos de saudades, as “rumbas”, as cidades lindas, até mesmo o guaro, patacon, mango biche e pizza hawaiana (que até hoje não sei pronunciar em português haha). Não esquecendo da experiência nas águas caribenhas, no carnaval diferente de Pasto, na viagem incrível de final de semestre na Universidade, além do mochilão de fim de ano, comemorando o Natal em Medellin, meu aniversário em Cali, Ano Novo em Quito. Uffa... quantas experiências e momentos gostosos de serem recordados.

Mas todo intercâmbio tem seus momentos deprês. Não nego que chorei de saudade, que quis voltar pro Brasil em alguns momentos, que quis dizer adeus. Não foi fácil, tão pouco as mil maravilhas. Tive momentos de choro, raiva, medo... mas tudo, absolutamente tudo, me fizeram amadurecer e aprender a lidar com as surpresas (nem sempre boas) que a vida nos traz. Todos esses momentos me mostraram que sou muito mais forte do que imaginava.... e que muitas pequenas reclamações diárias que eu faço não me servem para nada, apenas para me deixar de mau humor.

Outra grande experiência que aprendi é que nós dependemos apenas de nós mesmos em diversos casos. Se quiser fazer algo, faça! Vá, arrume as malas, sai de casa, vai ver a vida. Nem que seja parar sentar debaixo de uma árvore e pensar na vida ou ficar horas na biblioteca lendo livros interessantes sobre fotografia. Sozinha. Sim, por que não? Por que a estranha mania de sempre pensar em alguém a mais para fazer um programa com você? Ter uma companhia é sempre ótimo, mas, às vezes, a vida quer que você faça isso sozinha. E, sem dúvidas, te reserva uma experiência totalmente diferente de tudo.

Digo, com toda certeza, repetiria tudo novamente. Talvez aproveitando mais aqui e reclamando menos daquilo ali. Mas faria tudo novamente. O intercâmbio veio na hora exata, na hora que eu mais precisava para entender mais sobre mim mesma, a valorizar mais minhas ideias. A aproveitar mais a vida. A não ter medo de fazer escolhas quando necessário e saber que não há como fugir dos problemas quando surgem.

Nesse momento, meus olhos se enchem de lágrimas. A vontade de querer voltar ao tempo é grande e a curiosidade de saber quando vou vivenciar isso de novo é maior ainda.

Colombia, obrigada por tantos momentos incríveis. E logo estarei de volta..como perfeita “viajera”. :)

terça-feira, 23 de julho de 2013

Mensagens salvas no rascunho


Oi, 

Não sei a melhor forma de iniciar uma carta. Aliás, não me lembro quando foi a última vez que escrevi uma. Eu digo carta, pois acho que é algo muito mais profundo que uma mensagem comum.

Você não sabe, mas muitas foram as vezes que eu me despertei com um aperto no peito por acordar já pensando em você. Pensando nas impossibilidades de estarmos juntos. Como me faz mal. Me faz querer permanecer imóvel na cama, como se não houvesse mais nada a fazer para mudar a situação.

Você, ao contrário, não pensa, sequer imagina que todos os versos são para você. Que espero pelo acaso (ou milagre) de você puxar conversa e me convidar para sair, dizer que sonhou comigo ou que ouviu uma musica e se lembrou de mim. Todos os dias tenho que controlar a vontade de te enviar uma mensagem. Essa vontade incoerente de falar com você sobre qualquer assunto banal, de buscar alguma forma de chamar a atenção, de pensar inúmeras vezes "melhor chegar ao fim essa inútil persistência".

Nada disso você sabe. Nada disso eu falei a você. Será que sabe o efeito que me causa? Talvez. E isso mudou algo em sua atitude? Não. Um não monossilábico, como todas as palavras enviadas por você quando parece não querer conversar comigo.

Me sinto como alguém que sempre insiste, inutilmente, em algo que desde o inicio já teve o seu fim decretado. É tão difícil encontrar um sopro de vida em algo que não quer sobreviver....


E essa foi apenas mais uma de outras tantas mensagens não terminadas, salvas nos rascunhos do e-mail de Clara. Ao que parece, essa carta a Clara não escreveu para Murilo, mas para si mesma. Para entender seus sentimentos e, principalmente, para entender o que está ocorrendo em sua vida pelos olhos da razão.

sábado, 8 de junho de 2013

Não precisou dizer adeus...



As mãos estavam sobre a mesa. Ela passava os dedos uns sobre os outros, aparentando inquietude. Ele se fixava ao celular... mãos e dedos que respondiam mensagens de alguma rede social. O silêncio ali permaneceu por longos e eternos minutos. Não se conteve. Levantou-se num impulso. Não disse adeus ainda que as palavras quisessem se desenrolar dos nós da garganta.

Os que se surpreendiam ao ver essa cena momentânea e observavam os olhos da menina que se levantava, podiam não saber o que a motivou agir assim. Mas tinham certeza de que a coragem foi sua maior conquista para aquela noite. 

Murilo não olhava Clara nos olhos. Enquanto ela falava com espontaneidade, sorrindo, gesticulando. Falava com os lábios, olhos, mãos, cabelos... Clara era assim. Era dela. Porém, notável, com Murilo era diferente. Tudo era feito e pensado na melhor forma de encantá-lo, conquistá-lo. Ele notava? Ele não estava ali porque queria? Ele sabia o quanto era importante aqueles minutos de sua atenção? Clara sabia que sim. Para todas, sem exceção. Murilo sabia o que causava em Clara...só não queria. Ela sabia.

Naquele instante, sentados na mesa de um bar, Clara teve certeza de que por mais que fizesse de tudo...nada mudaria. Foi nesse momento que ela que resolveu mudar. E nem precisou dizer adeus.



Pensar:


 I'm living on such sweet nothing
But I'm tired of hope with nothing to hold
I'm living on such sweet nothing


domingo, 19 de maio de 2013

Compartilhar a vida



Em meio a tanta tecnologia, aplicativos, compartilhamentos e curtições, não podemos negar que é tão melhor o tete a tete, o olho a olho, o observar dos detalhes.

É tão incrível conversar olhando nos olhos da pessoa e muitas vezes se deixar levar pela vermelhidão da pele, ao ponto da pessoa em questão notar o efeito que te causa. Ao mesmo tempo em que machuca, que culpa, pelo desejo, pela vontade do contato, do querer abraçar, dar as mãos, falar ao pé do ouvido...e não poder. A vontade que causa tristeza. A vontade que causa o desejo de mudanças, mas é uma mudança que não depende da própria vontade. 


Há de existir alguma forma de negar, de não se deixar levar mais por tudo o que te encanta e te ilude, que chega com a sutileza de quem anda nas pontas dos pés para não despertar os que estão dormindo. Algo que vai se instalando sem ser notado e quando se dá conta, já está te fazendo companhia todos os dias, desde a hora em que se desperta, passando pelos momentos de distração, até a hora de dominar seus sonhos. 

Precisa-se da simplicidade de uma conversa que não necessite de palavras para existir, apenas a companhia. Precisa-se compartilhar o silêncio e não se sentir incomodado por assim estar. Precisa-se de pessoas que fazem questão de curtir o momento, os detalhes, o seu jeito desajeitado, a sua mudez instantânea quando está com raiva, triste ou enciumada. Precisa-se de pessoas que estejam "online" em todos os momentos que você está feliz (e triste também) e quando está "off", que mande uma mensagem de bom dia ou ligue para perguntar se chegou bem.

E pensar...

Not really sure how to feel about it
Something in the way you move
Makes me feel like I can't live without you
And it takes me all the way
I want you to stay

domingo, 5 de maio de 2013

Sinais...





A noite já dava o ar de sua graça, a temperatura abaixando um pouquinho e lá estava ela, caminhando pelas ruas numa sexta-feira, em meio a uma multidão de vai e vem de pessoas, semáforos verdes, amarelos, vermelhos. Atenção máxima. Ela se sentia tão frágil diante toda aquela rotina representada a sua frente. E, ao mesmo tempo, pensava que aquela a rotina era a dela também. Ela sabia disso.

Uns que se esbarravam com os outros e nem pediam desculpas, “foi mau parceiro”. Muitos desatentos, falando ao celular. Outros sentados nos banquinhos da praça vendo o tempo passar. Cada qual a sua maneira, cada qual no seu ritmo nem sempre igual ao de todos.

O ritmo dela era uma mistura de todos esses. E seus pensamentos ocupavam sua mente como um semáforo amarelo, que pisca, pisca, deixando-nos mais atentos a espera do abrir ou fechar, controlando o ritmo dos nossos passos. Vale arriscar seguir quando existe uma luz que pisca pedindo mais atenção? Vale sair correndo antes de o sinal verde aparecer?  Prefere esperar pelo próximo sinal vermelho para seguir adiante o seu caminho? Ela pensa demais. Ela cogita demais. Ela também sabe disso.

sábado, 27 de abril de 2013

Felicidade, venha...puxa a cadeira e me faça companhia.

Talvez seja necessário olhar mais ao redor, reparar os detalhes, as brechas das atitudes, o que está nas entrelinhas de cada palavra. Racionalmente. Impossível.

É necessário não fazer planos para alguns planos não feitos por dois. Não podemos pensar que em cada detalhe existe algo oculto, escondido, envergonhado ou com medo de ser exposto. Muitas vezes ele não está, ainda que sua “certeza” diga que sim. É fácil se apegar antes do fato, antes dos olhos que se olham profundamente e revelam, antes de uma só palavra que venha alguma constatação.

Os detalhes, evidentes ou não, que devem ser reparados (racionalmente). Sabemos...está na essência. Sonhar. Idealizar. Pensar...nas (im)possibilidades, nos casos (ir)reais, nas (des)ilusões constantes.




Felicidade, venha...puxa a cadeira e me faça companhia.
Continue lendo...