quinta-feira, 7 de outubro de 2010

500 dias com ela

Esses dias assistir ao filme "500 dias com ela". Devo dizer que ele é um filme fofo, maravilhoso. Lindo demais.
Revelador também, por que não? Assistir, pensei, conclui. Talvez as coisas sempre estão para acontecer na hora e no momento certo. Uma tal "coincidência" ou mesmo "destino". De certa forma acredito que há de existir alguma força que está longe de nosso entendimento. Talvez não tenha sido por acaso eu ter assistido a este filme e ter dado conta dessas conclusões que tirei. Talvez eu também não esteja escrevendo este texto por acaso. Talvez isso me conforta de alguma maneira. Talvez acreditar que tudo nesta vida tem um porque, uma causa, uma consequência e no final, talvez, acreditar que realmente seremos felizes pelo que nós temos e conquistamos.Talvez. No filme o Tom esperava demais da Summer. E por este motivo ele ficou tão abalado ao ver que aquilo que ele esperava não deu certo. Há, assim como no filme, uma diferença entre a "expectativa" e a "realidade". Pode ser que tenhamos expectativas demais...
Mas sempre fica esta dúvida, quando será a nossa vez? Quando é que eu iremos nos "esbarrar" com aquela pessoa que eu viveremos pelo resto de nossas vidas...? No filme, ainda que tenha perdido um amor, Tom seguiu...meio trôpego, mas seguiu. Aprendeu também. Aprendeu que não se pode esperar demais daqueles que tem pouco a nos dar. Nem criar tantas expectativas em cima das pessoas. "Ninguém pode prometer nada", foi uma das frases da Summer. Não podemos esperar das pessoas aquilo que falta em nós.

Se, ao acordar, posso escolher uma roupa,
posso escolher também o sentimento que vai vestir meu dia.
Se, no percurso, posso errar o caminho
posso também escolher a paisagem que vai vestir meus olhos.
A mesma articulação que tenho para reclamar,
tenho para agradecer.
E, se posso me adornar com a alegria,
não é a tristeza que eu vou tecer.
Marla de Queiroz

Pensar:

Tom: Você nunca quis ser a namorada de ninguém e agora é a esposa de alguém...
Summer: Me surpreendeu também.
Tom: Acho que nunca vou entender. Quer dizer, não faz sentido.
Summer: Só aconteceu.
Tom: É, mas é isso que não entendo. O que só aconteceu?
Summer: Só acordei um dia e soube.
Tom: Soube o quê?
Summer: O que eu nunca tive certeza com você.
Tom: Sabe o que é uma droga? Perceber que tudo em que você acredita é mentira, é uma droga.
Summer: O que quer dizer?Tom: Sabe, destino, almas gêmeas... Amor verdadeiro e todos aqueles contos infantis... Besteira, você estava certa, eu deveria ter escutado.
Summer: Não.
Tom: Sim, por que está sorrindo?
Summer: Tom... [...] Eu estava sentada numa doceria lendo Dorian Gray, um cara chega pra mim e me pergunta sobre o livro e agora ele é meu marido.
Tom: É, e daí?
Summer: E daí que... E se eu... tivesse ido ao cinema? Ou tivesse ido almoçar em outro lugar? E se tivesse chegado 10 minutos mais tarde? Era... era pra ser. E eu só ficava pensando... “Tom estava certo.”
Tom: Não...
Summer: Sim, eu pensei...
[...]
Summer: Só não era sobre mim que você estava certo.
Créditos: Acasos afortunados


sexta-feira, 1 de outubro de 2010

"Às vezes tão inconstante..."


Sou dramática sim. Às vezes infantil com tanta insistência. Mas estou longe de ser boba. Eu sei o que eu quero. De vez em quando posso até parecer meio fria e sem coração, mas não é intencional, eu juro. Quando eu não gosto, não gosto. Quando eu gosto, gosto demais do ponto. Muitas vezes me prendo aos meios termos. Mas de meio, só os termos. Não gosto de meias verdades, nem meias promessas, nem meia consideração. Confesso que, às vezes, me contento com o meio gosto, mesmo sabendo que pode me fazer mal. Engraçado...tenho paixões de anos, de meses, de semanas, de um dia. Quem sabe até de algumas horinhas. Sou inconstante, porém certas vezes previsível. Mas não se incomode quando eu agir completamente diferente do esperado, nem sempre as atitudes me são fiéis. Sou diversas em uma só. Sou uma com você, uma com eles e elas, uma com aqueles e aquelas. Longe de ser falsa, apenas me adapto ao ambiente e as pessoas que estão a meu redor. Posso não falar tudo o que penso a você, mas saberá tudo aquilo que é passível de você saber. Para que esconder? Ou para que não esconder? Há tanta coisa em mim que nem eu sei. Sou impulsiva, ajo sem pensar...ou ajo impulsivamente depois de tanto pensar. Erro muitas vezes e muitas vezes cometo o mesmo erro. Faz parte. Sou muitas vezes egoísta também, teimosa, orgulhosa. Já prendi sentimentos tantas vezes que hoje os liberto, não consigo segurá-los por muito tempo. Aprendi a ser mais amiga, a ser mais carinhosa e saber demonstrar mais os sentimentos de amizade. Embora eu pareça não me importar com você, eu me importo sim. Queria aprender a pensar mais nas pessoas também. Os olhos podem revelar muitas coisas, mas só aquele que tiver uma certa sensibilidade a isso notará. Já disse que sou perceptiva? Mas na maioria dos erros de percepções são referentes a mim mesma. Faço caras e bocas quando falo. Sou bastante expressiva. Um erro, talvez. Não sei disfarçar quando estou incomodada. Minha afobação me incomoda. Minha mania de querer estar sempre em algo de diferente também. Sempre assumo muitas responsabilidades ao mesmo tempo. Tenho pressa. Uma pressa de viver e querer. Não gosto de indiferença. Gosto de atenção, gosto de carinho e demonstrações de carinho. Não me trate com falsidade, nem queira ser muito simpático. Posso saber que você não gosta mim...mas não contarei jamais. Adoro imaginar diversas situações. Criar momentos na minha cabeça. Adoro escrever com o coração sem razão, me sentindo uma Lispector, Meireles, Queiroz. Tenho diversos tipos de sorrisos. Preste atenção e um dia, quem sabe, saberás.


"Meu tema é o instante? meu tema de vida. Procuro estar a par dele, divido-me milhares de vezes em tantas vezes quanto os instantes que decorrem, fragmentária que sou e precários os momentos - só me comprometo com vida que nasça com o tempo e com ele cresça: só no tempo há espaço para mim."

domingo, 26 de setembro de 2010

Vai, esquece do mundo...

Não irei me culpar por nada, embora as atitudes tenham partido de mim. Não digo que me arrependo, pois talvez aquelas palavras tenham aberto meus olhos a tempo de não me iludir e envolver demais. Pode ser que eu tenha sido precipitada sim. Que eu falei demais sim, que eu possa até mesmo ter valorizado sentimentos que talvez nem existissem ainda. Porém, arrisquei. Não sei se no momento certo, se com as palavras certas, se com a pessoa certa. Sou impulsiva. Talvez isso seja um defeito meu. Não consigo me controlar por muito tempo. Preciso sempre agir, dar um tiro para cima e ver onde ele pode atingir. Sinto-me às vezes sufocada dentro de mim. Então ajo, erroneamente ou não. Acho que aos poucos a mente vai preparando o coração para distinguir o que vale ou não a pena arriscar. Questiono-me. "O enredo é o mesmo, a história é a mesma, só mudam os personagens...”. Sinto como se o corpo e a mente já estivessem preparados a aceitarem com mais clareza algumas decepções e frustrações. A aceitarem que nem tudo pode ser como nós desejamos. No meu caso, nada está sendo como eu realmente queria que fosse. Muitos desejos não são certos, não vingam, não se realizam. Por que comigo? Isso não é querer fazer drama. Meu desejo não é algo impossível, mas sempre passa longe do status "realizado". Não posso e não quero sentir pena de mim mesma. Estou apenas cansada dessa mesma história, desse mesmo início, meio e fim. Não quero encurtar e nem alongar os caminhos, quero apenas ir no caminho certo. No final, resta-me saber se o certo possui outras perspectivas... ;~

“Se é para ser assim, tudo bem. Eu continuo seguindo por outros caminhos... acho que já me acostumei a sempre mudar de direção (infelizmente)”.

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Acho que isso aqui virou meu ponto de equilíbrio. Algo que me traz paz. Que desabafa por si só. Apenas consigo postar aqui quando eu realmente preciso colocar nas palavras o que se passa dentro de mim. A fala nem sempre sai como quero. Aconteceu tanta coisa desde o último post. Umas boas, outras ruins, outras continuavam a mesma. É faculdade, é o estágio, é o curso, e ainda a vida pessoal. Tem horas que apenas quero ficar sem fazer nada, mas isso é raro. Tem horas que eu preciso sumir por uns dias, esquecer do mundo. Mas estou vivendo...e estou sempre seguindo adiante. Olhando ou não para trás, cometendo ou não os mesmos erros, acreditando ou não nas mesmas coisas e possibilidades que não existem. Faz parte do meu show. Isso já faz parte de mim. No dia que eu deixar de ser assim, eu já não estarei mais aqui...nesse mundo.

" (...) Desde que descobrira – mas descobrira realmente com um tom espantado – que ia morrer um dia, então não teve mais medo da vida e, por causa da morte, tinha direitos: arriscava tudo".

Pensar:
Vai menina, fecha os olhos. Solta os cabelos. Joga a vida.
Como quem não tem o que perder.
Como quem não aposta. Como quem brinca somente.
Vai, esquece do mundo. Molha os pés na poça. Mergulha no que te dá vontade. Que a vida não espera por você. Abraça o que te faz sorrir. Sonha que é de graça.
Não espere. Promessas, vão e vem. Planos, se desfazem. Regras, você as dita. Palavras, o vento leva. Distância, só existe pra quem quer. Sonhos, se realizam, ou não.
Os olhos se fecham um dia, pra sempre.
E o que importa você sabe, menina.
É o quão isso te faz sorrir. E só.

domingo, 5 de setembro de 2010

É preciso mudar...

A vida requer mudanças. Talvez, como toda mudança, há a necessidade de se encerrar ciclos, de deixar algumas atitudes, de andar por outros caminhos. E para isto, precisamos de uma dose de coragem para poder mudar. Coragem para poder mudar alguns hábitos, atitudes, pensamentos e para que todas estas tentativas não fracassem, é importante que elas sejam feitas por nossa vontade. Só teremos coragem de mudar quando percebermos por conta própria que algo realmente precisa ser mudado nós, não para agradar aos outros, a família ou para ser mais aceito em algum círculo de amizades, mas sim para podermos viver bem com nós mesmos.
Seja na aparência, na maneira de pensar, na maneira de agir. Seja para nos aceitarmos melhor, mesmo sabendo que somos seres com inúmeros defeitos.
Esta mudança depende exclusivamente nós mesmos, acreditando e persistindo sempre, dia após dia.

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Olá queridos,
Acho que estou meio assim, sei lá.
Queria escrever tantas coisas, mas só saíram essas “mal traçadas linhas” acima.
Também acho que estou devendo responder alguns comentários. Prometo que responderei a todos.
Feriadão merecido este, não? Ótimos dias para poder refletir sobre o “eu”.
Preciso de duas doses, uma de coragem e uma outra de atitude e se tiver como aperitivo um pouco de atenção e um de oportunidade, eu aceito também.

Beijos, Sika.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

E se pudéssemos ler os pensamentos alheios?

Às vezes, quando estou sozinha e distraída voltando ou indo para a faculdade, começo a pensar em vários momentos, possibilidades, casos, opções. Penso na vida, na morte, em como estou aproveitando a vida e se estou longe da morte. Também penso em coisas impossíveis, algumas inúteis e adoro contestar os "e se" da vida. Penso e viajo nos pensamentos. Vejo tantas pessoas, cada uma com uma história, com um destino, na maioria das vezes estão em silêncio, pensando em muitas coisas assim como eu.
Ao estar no metrô e observar as pessoas que estavam ao meu redor, pensei como seria a vida se caso eu pudesse ler os pensamentos dos outros. Afinal, seria realmente incrível ou não? Será que eu viveria
melhor ou pior tendo esta característica diferenciada? Acredito que para uma boa retórica devemos contestar o "se sim" e o "se não". Não há como negar que se eu realmente tivesse esse "poder", muitas situações poderiam ser melhores esclarecidas, como, por exemplo, saber o que uma outra pessoa realmente pensa sobre você. Há algumas que infelizmente não conseguem dizer o quanto gosta e admira-o. Saber que outras admiram você "em segredo" ou se há alguém que ama você muito mais do que um amigo ou amiga. Porém, apesar disso, também há como se decepcionar muitas vezes. Ver que amigos não são realmente amigos, que os amores na realidade são apenas uma ilusão ou então que a pessoa não está para você, como você está para ele ou ela.
Depois de tanto pensar, cheguei a conclusão de que há pensamentos que devem ficar somente para você, sendo assim...as pessoas também têm o direito de ter ou esconder os delas, mas que seria interessante, seria. É tão difícil saber o que elas pensam de verdade sobre você. Confesso que tenho muita curiosidade, mas ao mesmo tempo medo. Tenho medo de saber o que pensam de mim. Não que eu ligue ou mude caso saiba, mas fico magoada quando vejo o quanto as pessoas podem ser cruéis e te julgarem demais.
Enfim...como eu já disse acima, sempre que penso demais, eu viajo demais em meus pensamentos.

É isso.. também já disse que penso demais, não é?
Beijos carinhosos,
Sika

P.S.¹: Hoje é aniversário de uma amiga muito especial. A minha inspiradissima favorita, D.Thaís.
haha Amiga, Feliz Aniversário. Amo-te pêlo de gato! ♥
P.S.²: A mesma amiga querida me repassou dois selinhos fofos que estão aqui abaixo. Obrigada *---*

sábado, 21 de agosto de 2010

um abandono, uns amigos, um te amo.

Mais uma vez, eu sei. Quase um total abandono do blog. Quase um mês sem atualização! =O Acho que eu teria inúmeras explicações para dar...mas não desta vez. Risos. Desta vez vocês deixam passar, ok? Vamos falar dos acontecimentos?

Voltaram as aulas na faculdade, entraram novos calouros 2010.2 (turma de noite), fui assaltada :S, comprei um novo celular, fui ao show do Ne-Yo, que por sinal foi muito bom (tirando um acontecimento ;S ). Houve uma melhora no quesito "professor" na faculdade, as aulas estão mais interessantes. Ah, comecei a fazer um curso de inglês na UFRJ. Esqueci de certas coisas, estou me lembrando mais de outras. Outras simplesmente se tornaram insignificantes (para não dizer repugnantes). Revi umas coisas, algumas gostei, outras pouco me importam agora.

Também pensei muito esses dias sobre amizade, amigos...e blá.

Um amigo é aquele que apenas substitui o seu nome pela palavra "amigo"? Acho que não... Ser amigo vai muito mais além. Amizade é ter confiança, é conversar sobre a sua vida para ele e ele conversar sobre a dele para você. É receber uma ligação, assim do nada, dizendo que estava com saudades ou que se lembrou de você. É receber um depoimento, um recado, uma mensagem quando você menos espera. É sentir saudades das risadas que dão junto e sentir que esta risada é sempre mais legal quando ele está. É ter cumplicidade. É ouvir conselhos e se sentir honrado por ele vir até você para pedi-los também. É ter certeza de que quando precisar, ele vai estar ao seu lado antes mesmo de você chamá-lo.

{Alguns} Amigos, em que parte do caminho vocês se perderam? Ou melhor, em que parte do caminho nós se perdemos uns dos outros...?

Acho que vocês entenderam somente partes do meu post, eu sei. Mas acho que estou escrevendo para conversar comigo mesma. Sabe quando você pensa alto demais?


Para pensar...
Te amo
Te amo de una manera inexplicable.
De una forma inconfesable.
De un modo contradictorio.

Te amo
Con mis estados de ánimo que son muchos,
y cambian de humor continuamente.
Por lo que ya sabes,
El tiempo.
La vida.
La muerte.

Te amo
Con el mundo que no entiendo.
Con la gente que no comprende.
Con la ambivalencia de mi alma.
Con la incoherencia de mis actos,
Con la fatalidad del destino.
Con la conspiración del desejo.
Con la ambigüedad de los hechos.
Aún cuando te digo que no te amo, te amo.
Hasta cuando te engaño, no te engaño.
En el fondo, llevo a cabo un plan,
para amarte mejor
.
Te amo.
Sin reflexionar, inconscientemente,
irresponsablemente, espontáneamente,
involuntariamente, por instinto,
por impulso, irracionalmente.

En efecto no tengo argumentos lógicos,
ni siquiera improvisados
para fundamentar este amor que siento por ti,
que surgió misteriosamente de la nada,
que no ha resuelto mágicamente nada,
y que milagrosamente, de a poco, con poco y nada
ha mejorado lo peor de mi.

Te amo.
Te amo con un cuerpo que no piensa,
con un corazón que no razona,
con una cabeza que no coordina.

Te amo
incomprensiblemente.
Sin preguntarme por qué te amo.
Sin importarme por qué te amo.
Sin cuestionarme por qué te amo.
Te amo
sencillamente porque te amo.
Yo mismo no se por qué te amo.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

"(...) Você vive muito depressa."

Hoje eu optaria por não postar no blog, mas acho que estou precisando falar um pouco. Fiquei pensando nos motivos de escrever no blog, no por que mantê-lo...essas coisas. Sabem, eu mantenho mais por minha causa do que para os outros. Não escrevo com muitas ambições, apenas para compartilhar, talvez comigo mesma, o que eu penso e o que sinto. Não escrevo e mantenho o blog com o propósito de torná-lo famoso ou ter muitos seguidores. Acredito que muitas vezes o que eu escrevo, poucos lêem...mas não faz mal afinal, escrevo para mim mesmo, para me conhecer um pouco melhor. Futuramente, acho que irei no fundo rir de tudo o que escrevo, dos meus dramas, meus motivos, minhas justificativas. Ou então, só mudarei o foco dos motivos e irei expor outras justificativas. Não sei ao certo e quem saberá?
Às vezes acho que eu penso demais...com sentido ou sem sentido, com justificativa ou sem.

Imagens aleatórias, só por que achei fofinhas..rs.

Estou lendo um romance de Fernando Sabino chamado O Encontro Marcado, de início lia sem muitos preceitos, mas aos poucos fui gostando do livro, fui criando um apego. Rss O livro não é uma autobiografia de Sabino, mas muitas passagens do livro são reais. São histórias de Fernando Sabino usando o pseudônimo de "Eduardo". Há umas partes do livro que me identifico. E vejam que ainda nem vivi tanto assim... rss

- Só faço questão de uma coisa. Que você...
- Termine meu curso. Se vier morar no Rio posso terminar aqui.
Seu Marciano ficou calado.
- Eduardo - disse afinal: - Não sei, às vezes tenho a impressão que você é apressado demais, para tudo: fala depressa, anda depressa, pensa depressa. Agora há pouco eu nem tinha falado...
- O senhor não fala outra coisa, papai.
- Você vive muito depressa, meu filho.

Acima tem um trecho que li hoje e confesso.. às vezes sinto que vivo muito depressa também. Não sei, parece que quero fazer tantas coisas ao mesmo tempo, tenho tantos desejos que quero realizar, conhecer lugares, pessoas, culturas diferentes. E parece que o tempo está passando e nada fiz, ou pelo menos nem um terço do que eu queria ter feito. Eu sei, tenho apenas 19 anos. Muita vida pela frente, se Deus e o destino permitir e, por favor, que eles permitam. Tenho tantos planos, tantos desejos, tanta coisa que ainda quero aprender. Vou tentando, portanto, aproveitar os dias com o melhor que eu posso fazer e da melhor maneira possível, nem sempre consigo...mas um passo de cada vez.


sábado, 24 de julho de 2010

E tudo novo por aqui (:



O blog ficou "fora do ar" durante esse dia de sábado, mas foi para um bom motivo..rs. Resolvi atualizar o layout do rotina de Ser e olha, que trabalho ...viu? Eu ainda não estou nem totalmente satisfeita com ele, mas acho que está ficando aos poucos da maneira que eu gostaria. haha Sou totalmente perfeccionista e isto atrasa a minha vidas às vezes. Creio que se fosse qualquer outra pessoa já teria terminado isso aqui.

Mas enfim, esta postagem é daquelas bem rapidinhas .. só para deixar vocês a parte do que está ocorrendo por aqui, haha.

Depois eu volto e termino todas as atualizações do layout! (:



Beijos, Sika

quinta-feira, 22 de julho de 2010

e depois de quase um Mês...


...novidades e desabafo acumulados. Agora eu realmente demorei demais para postar no blog. Não sei por quais motivos, não sei se por desânimo, por falta de inspiração ou por ter tanto a dizer, mas não conseguir traduzir todos os sentimentos nas palavras. Durante este mês de julho ocorreram tantas coisas e a maioria delas não foram agradáveis. Talvez muitas delas me testaram...testaram minha paciência, minha sanidade, o sentimento pelas pessoas. Em um dos meus posts eu disse que estava precisando de férias, mas férias de mim mesma. Um tempo para eu pensar, para refletir e tentar tirar da cabeça todos os pensamentos negativos. Me questionei várias vezes se eu estava certa na escolha da faculdade, se é realmente isso que queria para os meus dias, se eu poderia confiar e contar com as pessoas que estão meu redor, se é fácil perdoar e esquecer algum mal que as pessoas já fizeram, se realmente vale se importar com algumas coisas tão supérfluas. Enfim, precisava de um tempo. O tempo acabou sendo por poucas semanas, eu sei, mas ao menos durante esses dias que fiquei em casa, pude descansar meu corpo e minha alma. Entrei de férias da faculdade e estágio dia 09 de julho, porém do estágio terei que retornar já nesta segunda-feira, dia 26.


No dia 10 de julho foi um dos dias mais tristes. Perdi o Fred, meu cachorro. Irá fazer duas semanas sábado, mas para mim ainda é recente e é difícil lembrá-lo. Ainda dá uma vontade de chorar, meu coração dá um aperto... Confesso que neste momento em que estou escrevendo, as lágrimas tocam minha face. Fred passou sua vida nos fazendo companhia. Todos os dias, desde 2002. Acho que muitos acham inútil amar tanto, tratar com tanto sentimento um animal de estimação. Não penso assim. Ele era um companheiro, um amigo. Ele sabia quando estávamos tristes, felizes. Ele nos alegrava todos os dias com sua mania arteira de viver. Durante os últimos meses ele não vinha muito bem, não comia direito e nas últimas semanas se intensificou. Ele já não comia mais e descobrimos que ele estava com uma grande inflamação no estômago. Fred acabou não resistindo e naquela manhã de sábado, dia 10, ele se despediu de nós. Não sei...às vezes acho que ele esperou o dia em que todas nós, eu e minhas irmãs, estivéssemos reunidas e sábado pela manhã todas estávamos em casa. Ainda penso nele, mas não todos os dias como na primeira semana. Ainda sinto sua presença às vezes e a saudade só faz aumentar.
Gosto de lembrá-lo como um meninão que adorava brincar, comer pão pela manhã, espantar todos os passarinhos que pousavam na área dele, que vivia latindo para o nada e para todos até a gente não aguentar mais.
É Fred, você fez parte da minha vida...


Bom, ainda que eu tenha passado por dias não tão bons assim, nos últimos dias também aconteceram coisas boas. Consegui passar de período e agora oficialmente eu não sou mais caloura. Passei para o 2º período e minhas notas foram boas, risos. Meu CR ficou em 9,2. Espero muito que o aluno online da Uerj atualize logo as notas. Outra coisa boa que já foi citada foram as minhas merecidas “férias”. Apesar de no estágio eu ficar apenas duas semanas em casa, me serviram muito bem. Tinha dias que eu conseguia ficar em casa sem fazer NADA. Isso não é incrível? Haha. Aproveitei esses dias também para fazer algo que amo e que já não conseguia fazer com tanta frequência, que é tirar fotografias.




Consegui atualizar meu Flickr, enfim. O blog, confesso...não consegui. Vinham várias coisas na minha cabeça para postar, mas não postava. Deve ser por isso que este post está gigante.
Tanta coisa acumulada...
E quem se interessar: http://www.flickr.com/photos/actitud_s2/ todas ai ;D

Durante esses dias também assistir a alguns filmes. Uns que eu sempre quis assistir, mas nunca assistia. Uns que eu estava louca para ir ao cinema, mas não conseguia. Rss Segue a sequencia...



E há outros mais, porém..melhor parar aqui.. haha.

Ah, uma outra novidade é que eu vou ao show do Ne-Yo. Comprei o ingresso no dia que assisti Eclipse no cinema. ^^ O Show será só mês que vem, dia 14 de agosto. Estou animada =)


Acho que por aqui está bom...não irei prolongar mais este post, caso contrário ficaria aqui o dia todo. Responderei aos comentários...podexá! Peço desculpas àqueles que ainda não consegui responder. Risos. No próximo post, trarei novidades para o layout do blog, assim espero.. =)
Beijos, Sika.

domingo, 4 de julho de 2010

amor em Palavras



Quando conheci o Murilo, ainda éramos adolescentes. Ele era um ano mais velho que eu e sempre ficava uma série a minha frente. Tínhamos alguns amigos em comum e na formatura da oitava série ele resolveu me pedir em namoro. Aceitei, é claro, mesmo não sabendo como era namorar e mesmo sendo escondido de nossos pais. Murilo, apesar de ser um ano mais velho, era meio infantil. Acredito que aquela história de que os homens amadurecem mais tarde que as mulheres seja verdade. Eu sempre fui mais madura que Murilo e mesmo não sabendo como era namorar, já cobrava muito dele. Detestava algumas atitudes suas, mas o que eu poderia fazer, eu o amava. Sorrio hoje ao pensar nisso, como tão nova já acreditava no amor?

Os anos passavam e, ao contrário do que minha mãe pensava, nosso namoro seguia forte. Muitos, assim como minha mãe, não acreditavam que um namoro estudantil pudesse dar certo. Sempre ocorria algumas brigas, intrigas de outras meninas que gostavam do Murilo, outros meninos que queriam namorar comigo, mas continuamos. Eu não poderia me imaginar naquele tempo com outra pessoa que não fosse ele. Conhecíamo-nos tão bem. Terminamos o segundo grau. Estudamos juntos para o vestibular e passamos para a mesma faculdade, só que com cursos diferentes. Eu queria fazer matemática e Murilo, geografia.

Na faculdade continuamos juntos e, apesar dos turnos serem diferentes, sempre dava para nos encontrar. Num dia, quando conseguimos nos encontrar pela manhã, Murilo me disse que queria conversar comigo algo importante. Pedi para que falasse ali mesmo e ele me disse que ali não era o momento. Não o entendi bem, mas aceitei. Marcamos para nos encontrar pela noite, num restaurante perto da faculdade.

Quando sai da faculdade, fiquei pensando ao voltar para a casa o que Murilo teria de importante para me falar. Devo confessar que não foi apenas na volta para casa que fiquei pensando, na realidade, pensei mesmo o dia todo. Aquilo já estava me agoniando. A ansiedade estava começando a me torturar, não sabia se achava graça daquilo tudo ou se ficava nervosa de curiosidade. Cheguei em casa por volta das 18h, tinha marcado no restaurante as 20h com Murilo. Eu tinha duas horas para me arrumar e chegar ao restaurante. Curioso como eu acreditava que tudo o que Murilo iria me contar, me deixaria feliz, afinal, estávamos juntos há mais de oito anos. Esse suspense todo que ele estaria fazendo não seria a toa. Pensei no melhor vestido, me arrumei impecavelmente.

Ao chegar ao restaurante, Murilo já estava lá me esperando. Fiquei do lado de fora, olhando-o pela janela. Ele era fascinante. Tinha um jeitinho agradavelmente desajeitado, mas por onde passava atraía os olhares das mulheres. Eu não gostava dos olhares, mas adorava passar ao seu lado de mãos dadas. Adorava seu cabelo bagunçado, sua barba por fazer. A cor da sua pele em contraste com seus olhos claros e penetrantes. Ele estava com aquela blusa social que eu amava. O restaurante também era incrível. Tinha uma iluminação diferente, era no estilo medieval. Aquilo dava um charme ao ambiente. Tudo parecia estar milimetricamente no lugar certo.

Entrei no restaurante e fui em direção a mesa que Murilo estava. Dei um sorriso e ele me convidou a sentar. Eu parecia estar vivendo uma cena de filme romântico.

- Oi amor – disse, dando-lhe um breve beijo.
- Pensei que você não viesse mais querida. Estou te esperando há horas aqui – respondeu ele com aquele sorrisinho que me encantava.
- Para de ser mentiroso! Combinamos 20h, e aqui estou no horário marcado. E sorri, não pude resistir.

Conversamos durante horas. Acho que ele estava querendo enrolar, passar o tempo. Mantive-me e tentei não deixar transparecer a minha ansiedade e curiosidade. Mas acho que em vão, pois ele me conhecia o suficiente para saber que eu já estava morrendo de vontade de perguntar o que ele queria me contar. Ele sabia dominar o momento, sorria para mim, me observa enquanto eu jantava. Ele pensa que eu não senti, mas reparei cada segundo que ele me observava e quando eu voltava a olhar para ele, reparava-o desviando o olhar. Acho que já tínhamos conversado sobre tudo, o assunto já estava esgotando-se. Senti que ele estava criando coragem para me contar finalmente o que era importante. Olhou-me fixamente por alguns instantes e disse:

- Acho que você já reparou o quanto estou adiando o momento de contar a você o que viemos fazer aqui. – Ele abaixava a cabeça, meio envergonhado, meio nervoso.
- Estou curiosa desde o momento que entrei por aquela porta. – Sorri para descontraí-lo.
- Estamos juntos há muitos anos e devo confessar que não dá mais para continuar... – ele desviava o olhar o tanto quanto podia, não conseguia me olhar mais.
- Como assim? – me controlei para não gritar, nem fazer algum escândalo.
- Não dá mais...desculpe.
- Murilo, está ouvindo o que você está falando para mim? – Puxei-o pelo queixo e o obriguei a olhar nos meus olhos.

Naquele momento parecia que eu perdia o chão aos meus pés. Meu coração acelerava de aflição, raiva. Não sei bem, os sentimentos estavam se confundindo dentro de mim.

- Murilo! – falei num tom mais alto, senti que algumas pessoas passaram a olhar para nós. – Pode me explicar o que você considera “não dá mais..”?
- Desculpe...não dá mais para viver assim, longe de você. Eu quero mais de ti. Quero casar com você! – Ele abriu o sorriso enorme e olhava para mim com aquela carinha encantadora. Acredito que eu passei da vontade de matá-lo para a vontade de abraçá-lo num segundo.
- Assim você me mata... por favor, Murilo..não faça mais isso comigo. – Levantei, abracei-o e disse “sim” ao seu ouvido.

Aquele dia no restaurante foi uma das noites mais importantes e emocionantes da minha vida. Guardo cada momento, cada reação que senti. Hoje, mais de 40 anos depois, escrevo sobre esse amor que senti e ainda sinto por Murilo. É uma maneira de me reconfortar por sua perda. Já irá fazer três anos que ele se foi, mas sinto sua presença ao meu lado a cada dia que passa. As palavras que escrevo me fazem viver dia após dia, me dão força para continuar. Eu sei que ainda iremos nos encontrar e quero mostrar que meu amor por ele continua vivo e seu jeito agradavelmente desajeitado, ainda me encanta.



______________________________
Trabalho de Língua Portuguesa - Narração em 1ª pessoa.
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Faculdade de Comunicação Social - Relações Públicas.


É história de amor bem melosa, hahaha. Fazer o que, né? Não estava nos meus melhores dias para inspiração =S Vamos ver agora que nota tirarei neste trabalho! haha
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